segunda-feira, 28 de março de 2016

Adaptação "versus" Aceitação



Na atual conjuntura do momento: crises, falta de dinheiro, roubalheira, ansiedade, desgovernos, etc. , fico imaginando como podemos relaxar diante disso tudo. Nas redes sociais uma enxurrada de técnicas de meditação, relaxamento, palavras de esperança, inteligência emocional... uns com cursos, outros, simples mensagens de aconselhamento.

Enfim, será possível mesmo aplicar estes mecanismos diante desse momento em que atravessamos?
Bem, talvez para uns sim e outros, não! Nem sempre é tão fácil "apertar o botão do foda-se"; ainda mais quando necessitamos sobreviver por viés indispensáveis como por exemplo: a saúde, alimentação, moradia.

Este texto não tem por meta acabar com a esperança de alguns, mas nos trazer a realidade. Queira ou não, necessitamos sobreviver, porque "viver" já está quase impossível.
Então me pergunto: 
Quem realmente são os que mais sofrem com esta situação na qual atravessamos?
O que podemos eliminar para obter uma melhor qualidade de vida?
Será que o que consideramos "indispensáveis" são mesmo "elimináveis" ?

Bem, são questões muito relativas, levando em conta as necessidades de cada um. Mas uma coisa é certa: O momento é de economia! Dispensar os supérfluos! Evitar viver de "aparência"! , pois o barco está afundando, e quanto mais leve estivermos, mais fácil será boiar. 

E, enquanto, nós, reli mortais (sic), que : pagamos aluguel, temos despesas com saúde e não podemos se dar ao luxo de ter o nome sujo no SPC ou SERASA (pois somos sós) temos que rebolar muito para aqui e acolá ir se adaptando ao momento tempestuoso. 

Ah... e o tal relaxamento e meditação? Hum... IMPOSSÍVEL! Ou melhor, quase impossível. A não ser, é claro, que decidamos apertar mesmo o botãozinho do "foda-se" e ir fazer parte da equipe dos "sem teto", "pessoas de rua", "mendigos" , etc. 

Então aí que vem a grande reflexão: A análise do perfil destes que consideram que uma ativação "zen" de nossa mente vai resolver o problema. Isso, na minha humilde opinião é mascarar o problema, é se tornar alheio a própria realidade dos fatos. Quero deixar claro que não se trata de uma crítica destrutiva às pessoas que tentam nos ajudar com estes métodos; mas sim uma proposta a reflexão de que, até que ponto somos capazes de manter um equilíbrio diante desta crise, onde procuramos correr atrás da nossa sobrevivência, sem ignorar as consequências por caçar nesta "selva de pedra".

Tentar buscar subterfúgios diante deste momento que atravessamos nada mais é do que uma questão simples e objetiva de virar as costas para a realidade; que para alguns é fácil, àqueles que tem um bote salva vidas em que embarcar para fugir do "Titanic",ou seja, tem sua casa própria (quitada), tem suas economias e aplicações, tem aposentadoria, tem papai e mamãe para suprir suas necessidades, tem irresponsabilidades diante de seus deveres cívicos, tem um bom emprego no governo, etc. Para os que não possuem estes recursos (e são a maioria), só nos resta mesmo enfrentar nossas crises de desespero, depressões, ansiedades, medos, etc. e com a ajuda de nós mesmos! Isso mesmo caro leitor, NÓS MESMOS! Apesar de sermos seres coletivos, nem sempre a coletividade nos dá suporte. O "canibalismo" pode ser inevitável [não generalizando], infelizmente.

Então só nos resta:

Orar? Ah se oração resolvesse...
Pedir? Quem tem para dar!?
Interversão Divina? Como se os De@ses estivessem preocupados...
Reformulação política? Ah, esta merece uma gargalhada, pois é tudo farinha do mesmo saco!
Mudar de País? Quem tem condição???? quem? quem? [Existe ;) ]

Então, sem mais delongas: ADAPTAR-SE ou ACEITAR!

Ah Sr. Darwin , VIVA A EVOLUÇÃO!!!!