sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Véus de Maya - Rede social virtual



Descobri recentemente que a "fase eremita" nos faz entrar em várias reflexões, e uma delas resolvi escrever sobre.
Neste mundo "globalizado", onde as relação se encontram 99% nas redes virtuais, vivemos uma das Eras de maior ilusão em relação ao próximo. Já assisti vários vídeos sobre isso, mas confesso que nunca tinha parado para analisar à base de minha lista "facebookiana" X realidade in loco de alguns.
A cada dia, que por ventura passeio na rede, me vem uma decepção, ou melhor: entendimento; de como funciona este mundo por trás do monitor. Isso é muito triste, pois percebemos o quanto as pessoas se vêem iludidas com a realidade. Confesso que alguns post's de pessoas que eu tinha grande admiração fizeram com que eu mudasse muitos conceitos. Alguns perdem até a noção, a ponto de uma hora postar algo e segundos depois contradizer tudo que tinha escrito. Será que vivem uma dualidade quase que instantânea, ou realmente tem memória fraca? Sei lá...
Eu me considero uma pessoa extremamente estressada (até com pequenas coisas), sei que isso me faz mal. Não fico postando desilusões e dificuldades; nem alegrias e boa venturas. Prefiro aproveitar meu momento longe dos olhos alheios.
Quero deixar claro que não estou totalizando, mas generalizando (rsrsrs); críticas? Jamais. Apenas reflexões! Com toda certeza, vivemos em um mundo virtual onde as pessoas expressam (talvez involuntariamente) seus desejos inconscientes. E o que muitas vezes me preocupa é que não fazem por onde mudar. Vivem a se vangloriar ou reclamar à base de uma psicologia reversa em prol de si mesma, esperando curtidas, compartilhamentos e até mesmo palavras de parabenização e consolo. Isso é muito triste! Por que triste? Porque não assumem sua realidade, não aceitam suas provações, não se contentam com a realidade dos fatos, não procuram evoluir suas mentes a nível social, espiritual e material; estão sempre em busca de aprovação ou consolo do outro.
É de suma importância, que aprendamos, que antes de sermos seres sociais devemos respeitar e aceitar nossa individualidade, pois no fim das contas somos seres solitários envolvidos em nosso próprio "mundinho". Tudo neste mundo parte e se desenvolve de dentro para fora e não o inverso.
Resumindo: ainda temos muito que aprender! E isso, infelizmente é com os outros (um paradigma aceitável).
Será que um dia cairemos na realidade, faremos nossa parte e mudamos o rumo do uso da rede?

Terminarei minha reflexão com um verso de uma música de Almir Sater (Tocando em Frente):

"...todo mundo ama um dia, todo mundo chora. Um dia a gente chega, e no outro vai embora. Cada um de nós compõe a sua História e cada Ser em si carrega o dom de ser capaz, e ser feliz. Compreender as manhas e as manhãs, compreender as massas e as maçãs..."

Bom fim de semana a todos!