domingo, 29 de setembro de 2013

Etnografia e linguística africana



Grupos: Semito-Camítico; Etíope; Negrilho e A Família Negra.

Semito-Camítico:

1- Mouros mestiçados com árabes e sudaneses.
2- Argelinos.
3 Camíticos do Egito.

Etíope : Abissínios com influência árabe; núbios (tribos bedsha).

Negrilhos: Pigmeus habitantes das florestas equatoriais da África.

A Família Negra : Representada por sudaneses e bantos.

SUDANESES - são representados pelas camadas étnicas de elementos camíticos (bérberes e tuaregues) e semíticos (árabes). Cultura sudanesa muito conhecida através de sua arte negra e arquitetura sudanesa.

BANTOS - Tem características camíticas (Galas). Tendo como grupos bantos os :

1- Gongo - compreendem cerca de cinquenta tribos diversas e juntam-se aos povos de kassai.

2- tribos orientais - Wanianwesi, Dshaga, Wahebe, Zulus e Watussi.

3- Tribos do sul - Cafres, Matabele, bechuanas.


Grupos dos negros do Sudão ( Estende-se pela Costa ocidental até o Níger no interior, pelas Costa da Guiné, dos Escravos do ouro e pimenta: Wolof, Mandingas, Achanti, Ewi Yorubá.)

1- Centrais - Haussas, Bornu, Wadai, Darfur.
2- Orientais - Dinka, Bari, Nuba, Nuer.


LINGUÍSTICA AFRICANA

Há uma grande dificuldade de assimilação da língua africana porque muitas vezes ela é desprovida de gramática, apenas fonética; seu conhecimento histórico data aproximadamente de setecentos e cinquenta anos. O antropólogo Delafosse, em seu livro " In les langues du monde", nas páginas 479-556, diz que as línguas faladas no Sudão e na Guiné reúnem dezesseis grupos, dos quais, vamos citar aqui apenas cinco, que considero mais relevante a história dos africanos no Brasil.

1-Grupo Nígero-Chadiano (31 línguas): Segue-se ao oeste aos grupos nilo-chadiano, charido-diano e chadiano. Faz parte desse grupo o haussá falado por quase 4.000.000 de negros espalhados pelas províncias de Sokoto, Gober, Talma e Katsena. O haussá foi a língua mais falada na Bahia.

2-Grupo Nígero-Cameruniano ( 66 línguas) : É dentre os grupos do Sudão e da Guiné, o que mais número contém línguas distintas. Convén notar neste grupo o Núpé ou Nife ou Tapá, Ijebu, Kètú, Ìjesá, Jeje, Òbokún, e principalmente o Yorubá ou Egbá ou Nàgó; línguas essas já faladas no Brasil, havendo a última sendo a língua adotada pelos sudaneses na Bahia.

3-Grupo Voltaico (53 línguas) : Ocupa toda a bacia superior dos diversos braços da Volta. Um de seus subgrupos, o Gurunsi, compreende oito línguas entre as quais o Naruma ou Nabuli, Guresi Grusi ou Gurunsi Crunsi, língua que foi falada no Brasil pelos negros "galinhas" ( Angolanos).

4-Grupo Ebúrneo-Dahomeano (48 línguas) : Acompanha a costa do Golfo da Guiné, a oeste e uma região fina ao norte com os grupos nígeros-cameruniano e voltaico, tem uma parte do recanto da Libéria formado pelo Goia. Este grupo é de todos o mais notável para nós, porquanto a maioria das línguas sudanesas faladas no Brasil a ele pertence: Mahi (ao norte de Abomei); Mina ou Gebge ou Popo ou Gê; Êhue ou Ewe (língua dos Jeje); Fanti e Tchi ou Ashanti ou Achanti ( que usavam respectivamente Fantee e Achanti).

5-Grupo Nígero-Senegalês (36 línguas) : Pela extensão territorial ocupa o terceiro lugar depois dos grupos bantus e nilo-chadiano. salienta-se neste grupo as línguas : Mandinga ou Mandê ou Mali, idioma de grande expansão e tende a ser a língua de toda África Ocidental, pois já falada por cerca de 4.500.000 nativos; e o Sussu ou Soso, ambas foram faladas no Brasil, deixando em si, vestígios. Tratando das línguas sudaneses, particularmente o Yorubá e o Tui, Seligman cita ambas como as mais características do grupo. Observa ainda que a maioria dos seus vocábulos são simples monossilábicos, geralmente, uma consoante seguida de uma vogal, com importância na entonação. A elevação da voz pode mudar completamente o sentido de uma palavra.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Runa SOWELU

SIGEL / SOWELU

“semannum ... symble bith on hihte,
Thonne hi hine feriath ofer fisces beth
Oth hi brimhengest … bringeth to lande.”

O sol para o homem do mar é sempre esperança,
Quando cruza de barco o banho dos peixes
Até o cavalo-do-mar trazê-los para o porto.




Sigel, “sol”, fecha este aett. O nome rúnico sigel é interpretado (em alguns manuscritos) pela palavra “velum”, que significa “velejar”. Nesse contexto, sigel é o poder que dirige o barco sobre as águas; por outro lado, como o sol, ele é o farol que guia, cuja aparição significa bom tempo e uma viagem segura.

O verso poderia ser traduzido de um outro modo, onde sigel pode não se referir ao sol sob condição nenhuma, mas ao contrario, ser um nome para “pedra do sol”, um tipo de quartzo usado pelos noruegueses para a navegação. Diz-se da pedra do sol, que caso a levantarmos e olharmos através dela, isso revela a posição do sol através das nuvens. Um sentido literal de sigel é “jóia”. A tradução literal das primeiras linhas que sustentam a idéia de “pedra do sol” é : “ sigel, para os homens do mar sempre significa esperança, / quando eles “ a levam através dos banhos dos peixes...”.

O verso do “sol” é o primeiro verso rúnico no poema a mencionar o mar e os navios. Isso indica uma partida das preocupações anteriores do poema com a vida na sala e com a vida na terra circundante. A runa sigel introduz um novo conjunto de símbolos : peixes, navios e corpos celestes. Porém, não os introduz sem ligá-los aos símbolos já em uso. O sol em si foi ligado anteriormente ao verso da runa “estação”, onde é possível dizer que ele é descrito alegoricamente como “rei do céu”. O navio está ligado ao simbolismo do “cavalo do mar”. O navio é um cavalo bem diferente dos cavalos da runa “cavalgar” e das runas seguintes “ cavalo e arco”. O navio-cavalo é um cavalo selvagem, esperto e imprevisível; ele nem sempre é benevolente com seu senhor.

Outra linha desta estrofe e expressada ambiguamente : “on hihte” pode significar tanto “esperança” como “no alto”, assim a primeira linha pode ser alternativamente lida : “o sol (ou navegar) para o homem do mar está sempre no alto”, que significa que há sempre esperança para aqueles que se esforçam.



Na leitura divinatória, pode significar:



Plano material – conquistas materiais ( móveis/ imóveis ), promoção no emprego, fechamento de negócios, viagens a negócios.
Plano abstrato – ego, satisfação, auto estima elevada, segurança.
Plano sentimental – conquista amorosa, sedução, compromissos (noivado/casamento), novas boas amizades.
Plano da saúde – queimaduras graves, cautela a exposição solar, desgaste mental.

Plano espiritual – reconhecimento, sacerdócio, cura através das pedras, energização.

Ibèjí



Hoje é dia de "Cosme e Damião". Não faço sincretismo religioso entre os santos da Igreja Católica e o Candomblé; mesmo sabendo que a Umbanda o faz. Não sou Umbandista, sou de Candomblé. Mas, muitos, por tradição afro-brasileira, inclusive no meu Ilê, acabaram em adotar essa data como um dia para homenagear Ibèjí.
Bem, mas aproveitando essa egrégora dos "santos crianças", e que hoje é muito comemorado, vou falar sobre Ibeji, que no candomblé é uma divindade infantil. 
Através do Odú Ejiokò é que Ibejí nasce, ou seja, nos caminhos deste Odú é que são citados contos sobre a importância de Ibeji no caminho de todos nós.
Ejiokò também traz em seus itans (contos) a presença de Ikú (morte). E um dos contos interessantes é de como Ibejí livrou Ejiokò de Ikú. Para esse Itan, a saudação é : Kú lònà fopim sí isè òtító, ki agbára láti gba kíkó jé mimó." ( Morte no caminho acabando com o trabalho honesto, e que o poder de aceitação de aprender [através de Ibejí] seja limpo.) Ou seja : A morte está para todos, inclusive a quem trabalha honestamente; mas, quando temos a humildade de aceitar conselhos dos que ainda estão aprendendo, este perigo pode ser evitado. 

O conto:

"Ejiokó e Ire eram amigos desde a infância, mas tinham temperamentos diferente: um era impulsivo e desobediente, enquanto o outro era calmo e tranquilo, respectivamente. Ire aconselhava o amigo, porem este acreditava que Ire queria mostrar que sabia mais que ele. Ire, vendo que a vida de Ejiokó estava cada vez pior, foi a casa de Orumilá e pediu-lhe que desse a Ejiokó conselhos. O grande sábio atendeu o pedido de Ire e mandou chamar Ejiokó a sua presença. Embora relutante, Ejiokó foi até a casa de Orumilá, que o advertiu para não olhar para trás, mesmo que fosse chamado pelo nome. Ejiokó achou bobagem a advertência de Orumilá e foi embora para sua casa.. No caminho ouviu nitidamente seu nome sendo chamado bem alto. Quando ia olhar para trás, Ibejí, que estava ao seu lado, segurou sua mão e não o deixou virar. Dessa forma Ibejí salvou Ejiokó de cair em uma armadilha provocada por Iku (morte)."

Um conselho claro sobre a importância de não nos deixarmos levar pela arrogância Ninguém sabe mais que outro!
Por conta desse Itan é que sempre que esse Odú se apresenta no jogo de um consulente, pede-se a ter cuidado; estar sempre alerta e não se deixar distrair, principalmente por alguém chamando seu nome. Quem nunca se pegou "achando que alguém o chamava?" ... Nossa, parece que ouvi meu nome .... hummm Ejiokó está lhe mostrando para ter atenção!

Um ótimo dia de "Cosme e Damião" para todos. Sabem quem é Doum? 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Runa ALGIZ

ALGIZ / EOLH

“eard haefth ... oftust on fenne,
Wexeth on wature,   wundath grimme,
Blode breneth beorna gehwylcne
The tim aenigne … onferg gedeth.”

A planta-marinha cresce sempre no pântano
Cresce na água, fere horrivelmente,
Queimando com listas de sangue aquele
Que tenta nelas se agarrar.





Eolh-secg, “planta-marinha”, move-se para fora da sala, de volta para o ambiente hostil. A palavra eolh-secg é outra vez obscura. No Thesaurus de Hickes está escrito como “eolhx”, uma palavra que Bosworth toma como sendo o genitivo de eolh, que quer dizer “dos alces”. É possível que houvesse uma vez uma planta chamada “capim-de-alce”, não há, porém nenhuma evidencia da sobrevivência de alces na Inglaterra nos tempos históricos referentes. Se a planta era chamada “capim-de-alce”, esse nome teria há muito tempo deixado de transmitir qualquer significado as pessoas continuarem a usá-lo. Em todo caso, é certo que o verso se refere a uma planta semi aquática e não a um animal. A planta que parece ser mais claramente indicada no verso é chamada de “cladium mariscus”, para a qual o nome vernáculo moderno é “ciperácea espinhosa do pântano”. Como a claudium está mais associada à caça as enguias (eels em ingles ), planta-marinha (eel-grass em ingles) dá a runa o nome significativo. O inglês antigo para enguia é “ael”, próximo bastante em som de “eolh”, como sentido de ter sido reduzido de elk para eel (enguia). A despeito dessa identificação, quando se interpreta o elk extinto há muito tempo como planta-marinha, essa criatura pesada, ainda que ardilosa, do brejo, deve-se ter em mente também a escorregadia enguia, de difícil pesca.

Foi sugerido que a forma dessa runa está diretamente relacionada a um sinal germânico para repelir o mal, um sinal que era feito levantando-se os três dedos do meio da mão e colocando-o a frente à coisa a ser protegida, com a planta de frente para seu oponente. Encontros casuais com a planta-marinha são desagradáveis, aqui o sinal repelidor opõe-se ao desagradável com o seu próprio sinal.

O verso rúnico para eol-secg enfatiza a outra vez os perigos do mundo externo, ainda que os perigos dessa planta sejam facilmente evitáveis por alguém que conhece seu ambiente. O mundo de “planta-marinha” é um mundo no qual a mudança das estações altera um pouco, embora no domínio de um inverno severo essa ciperácea se torne inofensiva.


Na leitura divinatória, pode significar:



Plano material – cautela em relação ao desconhecido, projetos devem ser adiados, reformular estratégia/reestruturação.
Plano abstrato – intuição, observação aguçada, insights.
Plano sentimental – pequenos inconvenientes amorosos, amigos que podem prejudicar, ilusão.
Plano da saúde – queimaduras, pequenos acidentes domésticos, cura espiritual através do toque.

Plano espiritual – cura, proteção, uso de ervas (defumadores), banhos.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Okutá Orixá



"Kosi okutá, kosi Orixá". Sem Okutá (também conhecido como otá), não "há" orixá. Okutá é a pedra onde ficará representada a energia do Orixá. Essa pedra deve ser obtida diretamente na natureza, na maioria das vezes em rios ou suas proximidades. A água, como elemento primordial da vida, deve estar presente ou em contato com o Otá.
O otá deverá ser levado ao local sagrado de axé. dentro do "quarto de santo" e descansar aos pés do Orixá regente da casa; Ifá dirá, através do Orixá a ser preparado, qual o melhor otá para representá-lo. Este otá será "temperado", com substâncias, rezas e ervas litúrgicas, e então preparado para receber o axé do Orixá.
Depois de preparado, deverá repousar no Igbá Orixá, um recipiente que servirá de altar sagrado do orixá.
É comum vermos em comércio a venda de otás; eu, particularmente, acredito que, o ato de ir a natureza e "solicitar" esse objeto sagrado, seja muito mais interessante do que adquiri-lo de forma comercial em ambientes onde circulam muitas energias; sem levar em consideração a questão da dúvida: Este otá foi mesmo extraído na natureza pura? Será que não veio de destroços e entulhos? Será que as águas da qual foi retirada é limpa e pura? Questionamentos que devem ser levados em consideração.
O Otá é a representação mais importante do Orixá. Outros objetos podem ser acrescentados ao Igbá orixá, dependendo do caminho por onde for consagrado a divindade.
Lembrando que, nem todos orixás recebem otá; há algumas divindades africanas que são "assentadas" diretamente na natureza, ou em algum casos raros, seus objetos de vida são madeira, ossos, folhas secas, minério de ferro, animais vivos, etc.


O Igbá Orixá se torna então uma "casa" para aquele orixá. Muitos adornam esse Igbá com ferramentas e atributos do orixá residente; o que muitas vezes dá "psicologicamente" mais vida a imagem do Igbá, ligando-o assim de maneira mais individual e peculiar a o dedicado/neófito.

Runa PERTHO

PERTHO / PEORTH / PERDRO

“byth symble ... plega and hlehter
Wlancum ... * … thar wigan sittath
On beorsele … blith aetsomme.”

* o arranjo métrico indica que há uma sentença ausente neste determinado trecho.

Uma sintonia... significa risos e jogos
Onde ...sentam-se os bravos no salão de banquete,
Juntos se alegram ... guerreiros, bebendo cerveja.




Há uma grande incerteza quanto ao significado exato da runa pertho, traduções como “peça de xadrez”, e “caixa de dados” foram propostas, mas nenhuma delas com muita convicção. Há porém, uma palavra celta, “port”, que significa uma melodia tocada em gaita de foles, uma palavra ainda corrente hoje, que se ajusta ao verso que acompanha a runa. A introdução da musica aqui não é arbitraria, como pode parecer a primeira vista. Um dos significados secundários de raido “cavalgar”, era a musica, e está claro a partir de fontes históricas que a musica teve grande importância como entretenimento nas salas dos nobres. “Melodia”, então parece a tradução apropriada, ainda que não certa. Yew, reintroduz o leitor na atmosfera interna da sala. “Sintonia” dá a discrição mais ampla dos entretenimentos que os homens davam aos outros e o prazer que sentiam na companhia de cada um deles.

Os risos e jogos entre os guerreiros nesse verso contrastam com o conforto da sabedoria descrito na runa da “boca”, e com a alegria da paz interior descrita na runa “tocha”. Isso também lança uma sombra dolorosa diante do colapso da amizade e de como nessas reuniões se conheciam as mais profundas intenções dos presentes; levando em conta que muitos jogos no século XIX eram tidos como instrumentos de revelação oracular, pode-se transparecer que pertho seja uma runa de “revelação”, o que nos deixa ainda sem nenhuma tentativa de suprir a lacuna na segunda linha desse verso, onde na métrica indica uma frase que está faltando.

Outra ligação dada a esta runa vem de descobertas arqueológicas referente aos ritos, pertho foi encontrada varias vezes ligada ao uso de feitiços e maldiçoes para as mulheres, acredita-se que esta runa esteja diretamente ligada ao útero, talvez pela sua grafia que se assemelha as trompas de Falópio.



Na leitura divinatória, pode significar:


No plano material – revelações positivas, gestação de um projeto, planos antigos devem retomar atividades, expansão de negócios, reuniões de negócios.
No plano abstrato – idéias, criatividade, equilíbrio.
No plano sentimental – descobertas do corpo, jogos eróticos, fetiches, mascaras que caem ( relação amorosa/ amigos), libido feminina.
Plano da saúde – vícios, tratamentos psicológicos, gravidez de risco, cura através de meditação e relaxamento.

Plano espiritual – sonhos, revelações mágicas, influencia mágica ( para mulheres)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Runa EIHWAZ

EIHWAZ / EOH / YEW / IWIZ / EOW

“byth utan ... unsmethe treow,
Heard, hrusan faest, hyrde fyres.
Wyrtrumun underwrethyd, … wyn on ethel”

O teixo no interior ... é uma arvore áspera,
Mas forte e firme, a guardiã do fogo,
Sustentada por raízes profundas, ... uma alegria para o lar.




Da seqüência sazonal estreitamente entrelaçada das runas, o poema muda para a primeira das arvores que aparecem como nome de runas, eihwaz (teixo). Vestígios de caráter sagrado do teixo ainda permanecem atualmente como uns resultados de sua longa associação com a morte no século XIX, e o seu freqüente uso ao longo dos séculos em cemitérios. Originalmenteseu caráter simbólico era do tipo completamente diferente. O teixo é perene, uma parte da natureza que não altera radicalmente sua aparência durante os longos meses de inverno e que, por causa disso, é um sinal esperançoso de que o mundo não está morrendo por completo, e que a estação novamente passará. O verso do poema rúnico reintegra exatamente essa interpretação simbólica do ano em diferentes metáforas:  “é uma arvore seca”, assim como o inverno é uma estação seca que não dá promessa de nada além da secura e tempo severo. Entretanto, essa natureza áspera é a grande força do teixo. Ele sobrevive e também se torna o guardião do fogo, o substituto do sol para o homem, que mantêm o andamento do lar nas condições adversas do inverno.

A frase final do verso de “teixo” é exatamente significativa. As ultimas três palavras são Wyn on ethel, “uma alegria para o lar”. Essa frase inclui duas palavras rúnicas : Wyn da runa “alegria”, e Ethel, da runa “lar”. Wyn chama a atenção novamente ao primeiro aett, e ethel para o terceiro. O teixo também aparece na runa (Yr “arco”), porém não de nome; ele é a madeira da qual os arcos são feitos.




Na leitura divinatória, pode significar:



Plano material – transformações, mudanças de emprego/residência, morte de uma situação, final de ciclos, renovação. Perda de bens.
Plano abstrato – mudanças de pensamentos, pessimismo, tristeza, esperança.
Plano sentimental – final de uma relação, chegada de um filho, perda de amizades, formação de novos grupos sociais, brigas.
Plano da saúde – doenças graves ( conseqüência de possível morte), tratamento dificultoso, cirurgias perigosas.

Plano espiritual – ligação tênue com o reino dos mortos, comunicação mediúnica, obsessão, tratamento espiritual.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Runa GERA

GERA / AR / GER


“byth gumena hiht, ... thonne God laetech
Nalig heofones cyning, … hrusan syllan
Beorhte bleda … beornum ond thearfun.”


A estação é auspiciosa ... quando o rei do céu
Permite que os campos ... floresçam
Em radiosa ... abundancia para ricos e pobres.





Gera, “estação”, é colocada em contraste com as três runas precedentes de forma que a imagem de um ano que é três quartos inverno, e um quarto verão, surge dessa combinação. Estas quatro mostram uma unidade interna mais obvia do que qualquer outra seqüência rúnica no poema. “Hagalaz” relaciona as pedras de granizo à colheita de milho de Gera. Os grãos de gelo caem, derretem, e fazem os grãos da colheita surgirem, indicando a relação complementar que existe entre os elementos que compõe a criação.

A runa gera está diretamente ligada a influencia e a presença da Grande Mãe no contexto da natureza e de seus ciclos : germinação/ nascimento/crescimento/morte. Esta é uma runa que simboliza muito bem a complexidade da vida. Sua imparcialidade é absoluta, como podemos ver no verso : “ abundancia para ricos e pobres”, nesse momento observamos a “justiça” de forma simbólica sendo inclusa em sua interpretação.

Gera, tem uma ligação estrita com o aett de Freyr/fehu, por sua ligação com a prosperidade em abundancia favorecendo a todos com seus grãos, ou seja, alimentando-os. Deste forma, podemos ver também a prosperidade inclusa nesta runa, pois a prosperidade para os povos na comunidade rúnica era também a fartura de grãos e alimento à mesa. Assim sendo, Gera vem compensando todas as dificuldades que Hagalaz e Isa trouxeram com o rigoroso inverno, fazendo com que a vida retornasse a terra através da primavera e a chegada dos grãos pela colheita.




Na leitura divinatória, pode significar:



Plano material – período de colheita se próxima, conquistas profissionais, ganhos através de questões judiciais, fartura no lar.
Plano abstrato – imparcialidade, bondade, compaixão.
Plano sentimental – período de felicidade na relação, aventuras e viagens, chegada de novos amigos, conquista de bens e imóveis ( dentro da relação).
Plano da saúde – desgaste físico, tratamento homeopático, chás, ervas.

Plano espiritual – bênçãos, julgamento, carma, recuperação energética.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Runa ISA

ISA / YS


“Byth oferceald, ungemetum slidor,
Glisnath glaeshluttur, ... gimmum gelicust,
Flor forste geworuht, … faeger ansyne.”

O gelo é frio e muito escorregadio,
Resplandece como vidro, ... mas como uma joia,
O chão feito de gelo, ... bonito de se ver.




O “gelo” é uma outra runa fria e invernal, porém, não indica a possibilidade de mudança mágica. É uma runa estática. O gelo é bonito para se olhar e isso é tudo. Sua semelhança com a joia sugere uma relação simbólica como “riqueza” e “dar”, mas aqui é uma riqueza que não é compartilhada.

As primeiras três runas do aett de hagalaz boicotam o leitor do mundo cálido da sala do aett de fehu, onde a situação no mundo externo era bem evitável, como em “espinho”, ou controlada, como em “cavalgar”. Hagalaz, “granizo” e as duas outras runas seguintes, “necessidade” e “gelo”, apresentam aspectos intrusos e essencialmente incontroláveis do mundo exterior. Mas, embora eles sejam todos inicialmente apresentados como inimigos ao conforto humano, cada verso inclui uma característica redimível. “Granizo” transforma-se em água, agente fertilizador. “Necessidade”, pode ser transformada em pressagio de ajuda, e isso é um incentivo para a ação que melhorará a situação. O “gelo” pode ser percebido como bonito. A qualidade estética do gelo é suficiente para redimi-lo de sua negatividade.




Na leitura divinatória, pode significar:



Plano material – momento de espera, evitar tomar decisões precipitadas, observar os detalhes, cautela.
Plano abstrato – estagnação, comodismo, oportunismo, ilusão.
Plano sentimental – relação fria, observação da beleza interior, cuidado com relações extra-conjugais, desilusão amorosa, tristeza com amigos.
Plano da saúde – descansar, recuperação lenta de pequeno problema de saúde, resfriados, viroses.

Plano espiritual – influencia de dogmas religiosos na vida pessoal causando estagnação, vampirismo, desgaste energético.

sábado, 14 de setembro de 2013

Runa NAUTHIZ

NAUTHIZ / NAUD / NIERD / NEED


“byth nearu on breostan : ... weortheth hi theah oft nitha bearnum
To helpe and to heale gehwaethre, … gif hi his hlystath aeror.”


A necessidade é uma tira ... apertada no peito, mas sempre pode ser transformada num pressagio de ajuda, se atendida logo.







Essa runa, como o “granizo”, é uma runa de mudança. Ambas as runas começam seus versos com uma coisa e mudam para outra bem diferente. Esses dois versos tem próprias métricas especiais, únicas do poema, para dar a eles proeminência. Essa métrica consiste de cinco compassos enfatizados na linha em vez dos costumeiros quatro. Essas linhas de cinco compassos são chamados “hipermétricos”, além da métrica. Ambos os versos incluem a palavra chave “weortham” (transformar), uma palavra discutida em vários aspectos , incluindo “adivinhação e meditação”. Essas runas indicam a possibilidade de mudanças mágicas no mundo e na psique individual. “Necessidade” é descrita como “haele” (um pressagio), a palavra “haele” é usada posteriormente para descrever ING, o homem transcendental.

Nas comunidades rúnicas, onde as runas tiveram seu uso mágico bem difundido, há evidencias de que a runa nauthiz era associada a serpente, como símbolo de cura, muitas das maldiçoes impostas eram cortadas através do seu uso, claro que com toda combinação necessária, mas a principio, varias descobertas sinalizaram o uso de nauthiz a diversas curas físicas e espirituais, esta runa comumente estava gravada em utensílios mágicos, demonstrando assim o poder a ela atribuída.


Na leitura divinatória, pode significar:


Plano material – observação às necessidades ( materiais/ou mudanças).
Plano abstrato – carência afetiva, solidão, pessoa reservada, timidez.
Plano sentimental – dar mais atenção ao parceiro (a), necessidade de ter alguém ( pode estar dando mais atenção ao lado profissional/família).
Plano da saúde – depressão, necessidade de cura ( algo que ainda não se manifestou.

Espiritual – poder de cura, sensibilidade energética, dom para os trabalhos espirituais.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Orí - Orixá




Muitos desconhecem a grande importância do Orí dentro da cultura iorubá. Orí é tratado como uma divindade ( a divindade pessoal de cada ser - animal e humano). Orí literalmente significa "cabeça", que, conforme a cosmologia foi moldada por Obatalá, enquanto Ajalá forma a consciência e sela o destino.
Diferente dos outros Orixás, o Orí é próprio, individual; ninguém tem dois iguais. Por isso a importância na hierarquia litúrgica do culto; nada pode ser feito a qualquer orixá se Orí não permitir. Diferente de Exú, Orí só se preocupa com o Ser que ele domina, portanto não interfere em outro Orí. Podemos dizer alegoricamente que Orí seria a materialização do livre arbítrio de cada um.
A parte mais importante do Orí é chamada de "Orí Inu" - a consciência, na qual Iemanjá tem grande influência. Os ritos iniciais para o trato e culto do Orí se dá em uma cerimonia chamada Ebó Orí (oferenda a cabeça); na qual são pronunciadas rezas e cânticos destinado ao mesmo. Neste rito, tudo que agrada a cabeça do neófito é a ele oferecido, junto com alimentos litúrgicos a Obatalá (Oxalá) e Iemanjá, chamada de Iyá Orí (mãe de "todas" as cabeças).
Orí se destaca muito através do Odú Ossá, o qual detém a fonte de todo poder mágico-consciente da pessoa. Neste Odú, o nono do merindinlogum, Obatalá assegura que o próprio Orí é capaz de atrair e repelir a morte física do ser. O itán de Ossá a que se refere diz: "Nífa kí eni ma pàdánú `nkan, Ikú..." Seria como afirmar que nossa mente é capaz de tudo!




Preparar e cuidar do Orí é o mesmo que deixar a mente bem, tranquila e em paz. O culto a ele não leva a pessoa a se comprometer com nenhum outro Orixá. Seu assentamento é feito em um recipiente oco ornamentado de búzio ( símbolo da prosperidade iorubá), representando o crânio; e dentro, outros elementos que representam o cérebro humano. É aconselhável que sempre permaneça acima da cabeça da pessoa que o cultua; e deve sempre estar próximo a pessoa, ou seja, dentro de sua própria casa.




Orí ô! 
Orí mo pé Ô!

Orí eu te chamo !
Orí eu te saúdo !

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Magia Rúnica I parte




Entramos no segundo Aett (grupo de oito) runas; neste momento a sociedade rúnica se depara com o plano natural - elementos, natureza, ciclos sazonais etc. então chega a hora de aprender como lidar com a magia, a manipulação dos símbolos rúnicos para as evocações elementais. Eu costumo personificar os símbolos, denominando-os de "gênios".
Na magia rúnica a composição de símbolos e quantitativos deles são extremamente importante; alguns exemplos de magia rúnica está representada nos artefatos de guerra e utensílios domésticos ou litúrgicos; e assim foi possível chegar mais ou menos ao mecanismo utilizado na sociedade rúnica. Sabe-se por exemplo que:
Combinação de 2 runas evoca elementais.
Combinação de 3 runas (chamada de evocação menor) era utilizada para abrir portais.
Combinação de 4 runas era utilizada para proteção física.
Combinação de 5 runas (chamada de evocação maior) era utilizada para controlar elementais em beneficio próprio.
Combinação de 6 runas era utilizada para maldições.
Combinação de 7 runas era utilizada para bençãos e desfazer maldições.
Combinação de 8 runas (chamada de evocação superior) era utilizada para adentrar os sonhos e pensamentos de algum ser - humano ou animal.
Combinação de 9 runas só era utilizada para comunicação com os deuses, ou selar os túmulos para que os espíritos não retornasse.

Toda magia rúnica segue uma pratica cerimonial, que consiste em :

Preparo do ambiente.
Preparo da goiva e formão.
Escolha do material (madeira, osso, couro ou pedra)
Preparo do fogo a base de enxofre.
preparo do líquido evocador ( fluidos humanos) - a depender do propósito.
Escolha de lunação e hora.

Toda magia rúnica deve se proceder ao ar livre, o evocador tem que se encontrar literalmente entre o Céu e a Terra.

Por hoje é só (rsrsrs), depois irei postando o uso das runas e exemplificando-as em determinadas evocações mágicas.

Runa HAGALAZ


HAGALAZ/ HAEGL / HAGALL

“byth hwitust corna : ... hwyrft hit of heofones lyfth.
Wealcath hit windes scura … weortheth hit to waetere syththan.”

O granizo é o mais branco dos grãos ... Ele se lança do céu
Chicoteado pelo vento tempestuoso... então transforma-se em agua.



A primeira runa do segundo aett, hagalaz, lança o leitor da boa vida da alegria para o amargo frio mundo externo do “granizo”. A paisagem deserta é cinza de ossos e gelo, mas o granizo é referido com “grão”, uma referencia ao grão da colheita. O granizo também se transforma em água, o agente fertilizador do crescimento.

Esta runa nos ensina muito sobre as limitações naturais da vida, assim que ela nos tira do aconchego da vida material e em família, no aett de fehu, e nos leva ao mundo externo, do frio e gelo. Faz com que comecemos a aceitar e enfrentar essas limitações impostas pelas forças da natureza, do qual não podemos lutar e sim nos adaptar.

Em algumas pesquisas arqueológicas, foram encontrados objetos ritualísticos em um sítio na cidade de Upssala-Suécia, onde inscrições rúnicas ligadas a maldições estavam gravadas em ossos e pedras, uma leitura mágica dessas inscrições revelaram que a runa Hagalaz era usada comumente como chave para tais maldições, assim sendo chegamos também a conclusão de que esta runa se destinava não só a representar as limitações impostas pelas forças da natureza, assim como representar limitações “lançadas magicamente” sobre outros.

Esta runa também está associada aos gigantes da mitologia escandinava, de onde provia toda força mágica e controlava os ciclos sazonais, assim determinando os períodos de ritos destinados a plantio/colheita. Hagalaz abre este aett representando assim o inicio do ano, que para as comunidades rúnicas não se dividia em estações e sim em duas partes distintas, uma clara ( primavera/verão) e outra escura (outono/inverno).

Na leitura divinatória, pode significar:

Plano material – impedimentos profissionais, limitações, pequenas perdas materiais, período de dificuldade seguido da colheita.
Plano abstrato – má intenções, vingança, pessoa calculista.
Plano sentimental – período de desavenças, dificuldades no lar, relação desgastada, problemas com a família do cônjuge.
Plano da saúde – tratamento com uso de medicação pesada, cirurgia, período de cautela, recuperação lenta.
Plano espiritual – poder mágico, facilidade de manipulação energética, uso/envolvimento/contaminação de magias, energia condensada.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Runa WUNJO


WUNJO / WUNA / WYN / VEND

“bruceth the can weana lyt,
Sares and sorge, … and him sylfa haefth
Blaed and blysse … and eac byrga geniht.”

A alegria é para aquele que conhece pouco da dor,
Desvencilhado da tristeza ele terá
Frutos brilhantes e felicidade e obras suficientes.




O verso de wunjo, “alegria”, abre com a linha “a alegria é para alguém que conhece pouco da dor”. No contexto do mundo descrito no poema rúnico, é difícil imaginar que qualquer pessoa vivendo numa determinada sociedade, pudesse evitar conhecer a dor. A solução pode ser que, em contraste com as sete runas anteriores, que eram muito precisas nas descrições das coisas reais e maneiras de comportamento, a “alegria” representa um ideal almejado. De fato, no contexto de todo poema “alegria” é vista recorrentemente como uma condição ideal. Porém, o anglo-saxônico é outra vez ambíguo. A primeira linha pode representar um outro sutil significado: “a alegria é para alguém que conhece “um” pouco da dor”. Há dois tipos de alegria, aquela que acompanha a ingenuidade, que é de uma criança. E aquela que é agarrada e estimada por sua raridade no mundo da experiência, o que era muito comum nas sociedades rúnicas, onde a dor correspondente de ferimentos de batalha, só poderia ser sentida pelos que retornavam vivos, e automaticamente isso lhes trazia “alegria” através do conhecimento da dor.

Na leitura divinatória, pode significar:

Plano material – conquistas, perdas seguida de aquisições, momento passageiro de alegria/tristeza, novas responsabilidades.
Plano abstrato – felicidade, lágrimas, auto-sacrifício.
Plano sentimental – alegrias no lar, sexualidade plena, libido masoquista, nascimento de filhos, felicidade através de amizades.
Plano saúde – dores que sinalizam problemas a serem evitados, cura da patologia através do bem estar, necessidade de descansar.
Plano espiritual – boas novas chegando, bênçãos, promessas, pactos.

A Runa GEBO


GEBO/ GYFU/ GIBA

“gumena byth ... gleng and herenys
Wrathu and wyrthscype, … and wraecna gehwam
Ar and aetwist … the byth othra leas.”

Dar, para os homens,... é um ornamento
Que mostra valor ... e para todo proscrito
Sem exceção... é riqueza e honra.




O verso para Gebo, “dar”, continua o tema dos contrastes. Aqui o contraste é entre o homem que tem riqueza e seu lugar na sociedade, e o homem que não tem. O verso repete a ambiguidade da estrofe de abertura da “riqueza” : a riqueza do doador pode estar nas coisas materiais ou nos recursos internos, mas somente um “sábio”, o “homem sábio” no verso da “boca”, para distinguir entre os dois diferentes tipos de nobreza. No poema rúnico o primeiro tipo de nobreza é muitas vezes símbolo do segundo e não é sempre necessário distinguir entre eles.

O processo atual de dar presente formou uma parte complexa da estrutura as sociedades que usava as runas. Não somente o doador do presente estava envolvido no complexo, mas também o receptor dele. O valor do presente não poderia ser avaliado sem levar em conta os motivos e respostas de ambas as partes. Para o doador, o impulso caridoso poderia simplesmente ter a intenção de cunhar valor próprio, ou poderia ser um símbolo de respeito pela ação heroica do outro. Do lado do doador, o valor depende de seu motivo. A ambiguidade de uma espécie diferente opera no receptor – aqui a escolha é entre a liberdade e responsabilidade. A estrutura social dos anglo-saxões estava baseada na família extensa. As ramificações de sangue e de relações de casamento formavam uma rede de responsabilidade e obrigações que envolviam todos os membros da sociedade num vinculo seguro e unido. O “proscrito” não tem nenhum desses laços para lhe dar status, por isso ele é visto como muito infeliz. Um presente a ele, isto é, algo que o recompensa por alguém, poderia ter um certo valor, e ser uma forma de retornar à comunidade, que ele não possuía previamente.

O significado do verso é complexo. Os presentes corretamente motivados não somente revelam o valor espiritual do doador, mas também indicam o estabelecimento de uma ligação positiva com o grupo social para o proscrito. O presente mal motivado é um ornamento sem valor para o doador e uma perda de liberdade para o receptor. “dar” não deveria ser tratado levianamente por nenhuma das partes.

Na leitura divinatória, pode significar:

Plano material – recebimento de divida antiga, associações comerciais, envolvimento com assuntos legais/burocráticos, doação ou atividades comunitárias.
Plano abstrato – caridade, entrega, bondade/maldade, avareza.
Plano sentimental – casamentos, separações, envolvimento amoroso/comercial, amantes, herança de cônjuge, relação por interesse.
Plano da saúde – problemas psicológicos, cura través do próximo, impotência sexual/frigidez.
Plano espiritual – oferendas, entrega à espiritualidade, ajuda de entidades espirituais.