quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sobre as manifestações populares



Sobre os posts de desabafos, tanto criticando quanto apoiando os atos de manifestações populares.

Com essa onda de mensagens inundando a rede sobre as manifestações nas ruas, acho que também vou dar meu pitaco.
Fico só observando a revolta do povo, tanto aqueles na linha de frente - os manifestantes ativos e que vão à rua, quanto aqueles por trás da tela - os manifestantes sentados de plantão elaborando manifestos on line e promovendo discussões virtuais.

Essa minha Lua em Libra é phoda! Eu odeio as vezes ter que servir a deus e o diabo; mas, por um lado é bom, porque me anulo da questão e observo de fora todos os lados.

É impressionante e evidente como a população está revoltada. E com toda razão! Esse nosso país está uma bagunça só (olhando para nosso umbigo), porque a merda está em todo planeta.

Mas vamos falar daqui. Confesso que muitas vezes me incomoda como a maioria reage diante de toda essa insatisfação. Acho sim, que as vezes é necessário usar de métodos mais agressivos para chamar a atenção, reclamar e se declarar indignado. Assim também como aplaudo quem tem coragem para isso; porque é muito fácil ficar por trás de um monitor instigando, falando, bravejando e, ir as ruas se expor e enfrentar a polícia, ninguém quer! Assim também, como aqueles que criticam as manifestações violentas, alegando anarquia e vandalismo, e também não vão as ruas ajudar os policiais a controlar o povo revoltado. É bem claro aquele ditado que " no do outro é refresco".

Sabem o que acho disso tudo? Uma grande perda de tempo! Já que a mobilização é mínima diante do necessário para causar grandes mudanças e impacto. Poucos estão lá lutando, se expondo, gritando, apanhando da policia, etc. Nenhum está lá ajudando a policia a controlar os manifestantes. E por fim, a grande maioria está escondida se pronunciando contra e a favor das manifestações, não querendo dar sua cara a tapa. Porque na rede todos falam o que quer e o que pensa e não precisa "sujar as mãos" - Quanta hipocrisia! De ambas as partes.

Vamos fazer o seguinte, e o mais LÓGICO, nestes casos. Primeiro : De quem é a culpa pela degradação política de nosso governo, que tanto nos desagrada? hummmm... NÓS MESMOS! Então, raciocinando, o que poucos fazem, é simples: Temos a maior arma a nosso favor e por mais engraçado que seja, não vamos precisar nos "sujar", e nem nos expor. Na hora de votar, não deem voto a ninguém! Já sabemos que, mesmo com boas intenções, os políticos acabam sendo corrompidos pela máquina chamada poder, e PODER é o povo - que pode colocá-los lá e também tirá-los (constitucional)! Povo UNIDO e não separados pela hipocrisia imperante em nosso meio.

Somos palhaços sim! Mas, palhaços de nosso próprio circo.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Desabafo de um oraculista




Não vou entrar em detalhes do que me motivou a desabafar sobre esse tópico por questão de ética e porque se trata de um desabafo mesmo.
Primeiro quero deixar claro, e os que me conhecem sabe, não se trata de uma critica e sim de esclarecimento. Lembrando que isso é MEU ponto de vista e não sou detentor das verdades; apenas me embaso na raiz e propósitos de determinados instrumentos.
Todos sabem que sou oraculista, trabalho com isso 6 dias por semana e de forma presencial. Conheço o meio e portanto me acho no direito de opinar.
O que venho observando há tempos e tem me incomodado é o modismo crescente e as adaptações sem sentido aplicada por alguns praticantes da arte divinatória e adivinhatória. Não consigo conceber o uso de dois instrumentos oraculares, ou mais, na mesma consulta. Vou explicar o porque:

1- Confio no oráculo que estou usando no momento da consulta. Então, por que eu usaria outro oráculo para "confirmar" uma leitura ou para acrescentar algo?

2- Como conciliar dois mecanismos distintos de interpretação? Levando em conta que cada um tem sua história e função própria.

Exitem certos instrumentos oraculares que exigem uma preparação por parte do interprete, seja didática ou litúrgica; quiçá ambas. Então, comumente observamos indivíduos que conhecem superficialmente um mecanismo oracular e já começam a utiliza-lo de maneira pública, interferindo na vida dos outros; e para "enfeitar mais ainda o pavão" começam a misturar tudo, e observamos aquela mesa de leitura que parece mais um circo.

Eu costumo separar os oráculos da seguinte forma:

Oráculos psicoespirituais - quando não se utiliza de instrumento. A mensagem é transmitida diretamente por transe do indivíduo. Exemplo de Delfos, As Virgens Sibilas (Requisito básico : iniciação e preparação litúrgica)

Oráculos tribais - quando determinados grupos religiosos se utilizam de símbolos e objetos provenientes de sua própria cultura; com uma finalidade própria dentro de sua estrutura religiosa. Exemplo do Opelè Ifá e Merìndínlògun - Búzios - para uma conversa direta com os Orixás, e que depende de um conhecimento específico dos Itáns, contos míticos. As Runas, simbologia desenvolvida para uma realidade única dos povos nórdicos, e que exige o conhecimento das sagas descritas no runatal. I Ching, próprio dos povos orientais, formada por uma estrutura simbólica única. Etc. (Requisito básico : Iniciação no culto religioso específico e estudo didático profundo, geralmente de forma oral a base de experiência sacerdotal)

Oráculos lúdicos - Dados, Tarô e cartomancia. Que basicamente se originaram de uma linguagem lúdica e depois incorporada nos meios ocultistas de forma oracular - O Tarô. (Requisito básico: Estudo profundo da origem e história dos arcanos e naipes)

Bem, o que observo é uma onda de modismo na busca de chamar a atenção do público, quando um "profissional" se propõe a utilizar diversos instrumentos oraculares em uma única consulta.

Como, tudo que é novidade, chama a tenção e tende-se a ser experimentado, a onda continua a crescer e não sei até que ponto vão sobreviver os fundamentos. Não sou contra re-leituras, atualizações, adaptações; pois tudo na vida está sujeito constantemente a mudanças. Mas, cada um no "seu quadrado". A mistura de várias egrégoras não só desestrutura uma leitura, mas também confunde o consulente.

Sei não, ou estou ficando velho e ranzinza, ou sou tradicional demais. Quem sabe um dia entro na onda...(rsrsr) Mas, por enquanto prefiro continuar respeitando as raízes.

By Robson Miranda (Luqiam)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A função da Espiritualidade



Com a percepção de sua existência, o ser humano tomou consciência de sua não-existência e atingida pela possibilidade de sua morte. Os primeiros proto-humanos se sentiram nus, vulneráveis, sozinhos e indefesos, sem a proteção contra uma força mais superior. Se a natureza não ajudasse com alguma adaptação, com toda certeza não conseguiríamos enfrentar nossa ansiedade, e é bem provável que nossa especie não teria sobrevivido. Com isso a natureza deveria modificar o processamento cognitivo do ser humano de uma forma que fosse capaz de sobreviver a consciência da morte.
Não era mais uma catástrofe climática que agora ameaçava, e sim uma pressão de nossa própria mente, e com base nessa pressão interna fisiológica, foi necessário que a cognição do hominídio continuasse a se transformar para garantir a sobrevivência. Nossa inteligencia que um dia fora nossa maior arma, agora estava pondo nossa sobrevivência em risco. O bom é que, por sermos autoconsciente, possuímos uma capacidade unica de nos adaptar a qualquer situação; por isso sobrevivemos a tantas catástrofes climáticas e nos tornamos uma espécie no topo da cadeia alimentar.
Mas, que tipo de mecanismo a natureza criaria para nos aliviar dessa tensão desenvolvida pelo medo da extinção, através da morte?
Com a capacidade de autoconsciência, nossa especie teve que ser "configurada" para essa nova ameaça. Assim como outras adaptações tiveram que ser construídas pelo homem para sobreviver as forças da natureza - roupas, ferramentas, armas de caça, etc., agora adaptações internas deveriam ser desenvolvidas. E com isso, indivíduos com a chance de sobreviver seriam aqueles cujos cérebros apresentavam certa mutação genética que os tonava capaz de suportar essa ansiedade gerada pela iminente morte. E os que sobreviveriam, teriam a maior chance de passar a seus descendentes essa mesma capacidade.
Gerações e gerações foram necessárias para que o homem pudesse desenvolver essa capacidade até que emergisse uma função cognitiva que alteraria o mode de perceberam a realidade, acrescentando um ingrediente "espiritual" a suas perspectivas. Desenvolvemos uma capacidade linguística, musical, matemática e também espiritual.
No fim das contas, a percepção da morte inevitável foi tão importante, que exerceu uma pressão sobre nosso desenvolvimento cerebral - cognitivo - que, em determinado estágios de nossa evolução, a natureza selecionou algumas linhagens que tivessem a predisposição para perceber uma realidade alternativa que ultrapassasse os limites do plano físico, o qual só pode nos dar sofrimento e, por fim, a morte. Assim uma nova realidade nasceu em nós,impelindo-nos a acreditar que somos transcendentes, a imaginar que somos mais do que, talvez, realmente somos.
De qualquer forma, seja por sobrevivência ou por proposito, esperemos mesmo que nossa especie possa  continuar a evoluir de tal forma que um dia não precisemos mais desse corpo físico. 
Uma coisa é certa: Nosso cérebro é fantástico e pode nos levar para bem longe.