sexta-feira, 26 de abril de 2013

LUA EM VIRGO = PERFEIÇÃO

Um dos mais belos espetáculos que assisti.
(Cirque du Soleil- Entre Mundos)




UMA POSTURA ELOGIÁVEL

Importante observar que a ignorância e mente tolida não é generalizada. Vale a pena assistir essa entrevista. Espero que o Tempo mesmo consiga colocar algumas situações em sua devida evolução.


A LUA



A Lua sempre causou fascínio entre os seres - humanos e animais. Hoje, dia 26 de abril, sob a Lua em Escorpião, me fez lembrar a parte "negra" desse tal belo astro. A Lua há muitos séculos vem representando o inconsciente humano, e isso se demonstra nos nossos atos, comportamentos e ações diante dessa influência. É importante citar, que apesar de tão bela - em todos seus aspectos, esse astro se comporta de maneira estranha diante na natureza terrena. Fisicamente ela exerce uma força de atração sobre a Terra e de maneira bem sutil acaba sugando parte da gravidade de seu núcleo  vemos isso claramente nos movimentos das marés, na germinação dos grãos e até em nosso próprio corpo. Quando a Lua está cheia em sua total magnitude - mais perto da Terra, ela atrai as moléculas de H2O de forma muito abrupta; essa ação causa uma reação muitas vezes devastadoras, entretanto de forma sutil.
Existe pesquisas que os mais altos índices de suicídio são praticados quando a Lua está cheia; uma certa reação físico magnética acontece em nosso organismo fazendo com que a água em nosso corpo irrigue com mais força nosso cérebro. Claro que cada caso é um caso, pessoas se sentem inspiradas - poetas, artistas plásticos, compositores etc. Outros sentem angustia, nostalgia, saudades, depressão... e por aí vai.
É bem válido estar atento as respostas que nosso corpo nos dá diante das forças físicas na natureza dos astros, principalmente da Lua.
A Lua dos arcanos não difere muito de sua irmã real - o astro. O arcano 18 nos remete a importância de estar atento as nossas emoções, que é a chave para muita coisa. O Louco quando mergulha na Lua ele se remete ao útero materno do cosmo e lá passa a enfrentar todos seus medos, inseguranças e desafios. Muitas vezes já mergulha traumatizado com algo e portanto, a necessidade de se recuperar na escuridão do Universo.
O arcano 18 - a Lua, tem um peso muito importante na leitura do tarô, uma observação minuciosa se faz necessário para que possamos determinar em que aspecto psicológico do consulente deve ser trabalhado; muitas vezes nossos medos, traumas e insegurança vem de longo tempo; inclusive, e bem provável da infância. A Lua determinará os fatores que nos levou a desacreditar da vida, quais feridas não foram cicatrizadas e que bloqueios precisam ser rompidos, sejam eles psico ou espirituais.
Atentemos que, mesmo cercadas de arcanos luminosos, a Lua é escura, negra; a luz dela nada mais é que o reflexo do astro rei. O espelho celeste, o espelho de nossa alma, da luz interior de cada um deve brilhar para que a Lua possa se alimentar de luz, de vida; e não se torne tão gélida e sem vida dentro de nós.
A Lua desperta nossos monstros interiores para que possamos enfrentá-los, dessa lei ninguém escapa. Se não, morreremos intoxicados com nossos medos, assim como um licantropo se intoxica com a prata.
Me veio agora a lembrança de uma associação com a Lua do Baralho L'Normand, sabiamente representada pelo 8 de copas. Algumas escolas associam-a a honras, glorias, regozijo. O que muitos não sabem é que, os ciganos dançando e cantando em volta de fogueiras, sob a Lua cheia, estavam celebrando saudades - dos amores impossíveis, dos antepassados já falecidos, ou das perdas. Portanto, cantavam lamentações.
Enfim, vamos apreciá-la com moderação e não nos entreguemos aos desejos mais ínfimos. A Lua nos inspira com sua luminosidade, nos torna nostálgicos; mas também, pode nos matar.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Momento



Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa